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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Operação Pipa não está garantida para 2015


Atualmente, 152 municípios do Estado estão dentro do decreto de calamidade da seca – 119 estão sendo abastecidas pelo Exército; as demais eram abastecidas pela Defesa Civil Estadual, mas a falta de repasses do Ministério da Integração decretou o fim do programa no meio do ano. O abastecimento das demais cidades ficou por conta das próprias prefeituras.

Para a próximo ano, há receio de que a Operação Carro-Pipa do Exército também enfrente dificuldades financeiras, segundo o coordenador da operação, tenente-coronel Marcelo Pellense. “Recebemos R$ 6 milhões por mês, mas nunca é garantido, a gente sempre depende da descentralização do Governo Federal. No inicio do ano tivemos atrasos nos repasses e agora com o contingenciamento do orçamento federal temos receio de que seja interrompido”, comenta Pellense. Hoje, 182.930 potiguares são assistidos pelo programa de distribuição de água. Segundo ele, como a operação é muito custosa, o Estado não teria condições de manter o programa.

Já o programa de perfuração de poços realizado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) também tem a continuidade incerta. Com as dificuldades do Estado em instalar os poços tubulares que ele mesmo perfura (1.535 aguardavam instalação neste ano), o Dnocs realizou parceria para tocar as instalações. Entretanto, nem mesmo o decreto de calamidade tem assegurado os recursos.

“Esse ano tudo foi mais difícil, mesmo com o decreto de calamidade. O programa já está atrasado”, afirma. Foram R$ 4 milhões solicitados em janeiro e recebidos em junho para a instalação de sistemas de abastecimento simplificado e mais R$ 1,7 milhão para perfuração e instalação de 60 poços. A dificuldade de articulação com o Governo Federal acabou emperrando também o processo licitatório da adutora do Seridó, que abastecerá Currais Novos e Acari. Previsto para ser iniciado em outubro, a ordem de serviço só foi assinada na última sexta-feira. 

El niño fraco pode favorecer inverno
Ainda é cedo para definir as chuvas de inverno do próximo ano. Entretanto, de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), com indicativo de uma pré-estação dentro da normalidade (até 500 milímetros, mas com chuvas espalhadas pelas regiões) e ventos mais fracos observados em dezembro, é possível que o inverno de 2015 seja melhor que o registrado nos últimos três anos.

A expectativa é que até março a região nordeste recebe a influência do que se chama de “sistemas meteorológico transviente”, como frentes frias vindas do sul e a massa de ar Amazônica, o que possibilitam chuvas fortes, mas pontuais. Além disso, os ventos mais fracos também pode possibilitar a formação da zona de convergência sobre o nordeste.

“As chuvas dependem da posição da zona de convergência, que por sua vez depende da condição do Oceano Atlântico e Pacífico. No Pacífico, teremos um El Niño fraco, e isso diminui a interferência sobre a posição da zona. São as condições que experimentamos agora que podem refletir as condições das chuvas da estação”, explica Gilmar Bistrot, chefe do setor de meteorologia da Emparn. Além disso, de acordo com Bistrot, o número de manchas solares (incidência do sol sobre a região) tem diminuído. “Nós tivemos uma queda em agosto, aumento em outubro e nova queda em novembro. Quanto maior a mancha solar, menor a quantidade de chuvas no nordeste. É muito difícil você ter 2015 ter uma incidência solar alta porque estamos no limite do ciclo”, avalia.

Fonte: Tribuna do Norte / Via Blog Sítio Novo RN em Foco

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