terça-feira, 3 de junho de 2014

Comissão aprova trâmite de processo de Impeachment contra Rosalba

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio 
Grande do Norte foi favorável à continuidade da tramitação do processo 
que pode resultar no Impeachment da governadora Rosalba Ciarlini. Na 
manhã de hoje (3), o deputado Hermano Morais (PMDB) proferiu parecer 
sobre o caso, opinando favoravelmente à admissibilidade da proposta 
encaminhada pelo Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco),
que pede a cassação da chefe do Executivo. Os membros da CCJ 
acompanharam o relator.
Ao contrário do que ocorreu na discussão sobre outro pedido de Impeachment
contra Rosalba, mas encaminhado por entidades sindicais, Hermano Morais 
entendeu que o pedido impetrado pelo Marcco trazia elemento suficientes para
que a proposta fosse recebida e tivesse tramitação dentro da Assembleia. Na 
leitura do parecer, o parlamentar concordou com pontos citados na peça 
encaminhada pelo Marcco.

Os membros do Marcco encaminharam o pedido de Impeachment no dia 24 
de abril, denunciando supostos crimes de responsabilidade cometidos por 
Rosalba Ciarlini e com base no "quadro de absoluto desgoverno na sua 
gestão e do não atendimento das necessidades da população". O pedido 
citava problemas recorrentes, como falta de atendimento médico aos 
pacientes SUS, péssima qualidade da água servida às populações do interior
do Estado, falta de vagas e interdição da quase totalidade dos estabelecimentos
socioeducativos, além do aumento da criminalidade urbana e da taxa de 
homicídios no Estado.
No parecer, Hermano Morais entendeu que havia elementos suficientes para 
que a Assembleia admitisse o trâmite da proposta, apesar de haver, no 
entendimento do parlamentar, a necessidade de que o Marcco encaminhe 
esclarecimentos e comprovações sobre alguns fatos denunciados. Apesar 
disso, o entendimento de Hermano foi acompanhado pelos deputados George
Soares (PR), Kelps Lima (Solidariedade) e Agnelo Alves (PDT). O deputado 
Getúlio Rêgo (DEM), que também pertence à CCJ, não participou da sessão 
devido a outro compromisso.

Tramitação

Com a aprovação do parecer, caberá à Mesa Diretora da Assembleia 
Legislativa a indicação uma comissão especial para analisar o mérito da 
proposta, observando se há a confirmação sobre os crimes citados e se 
eles são fatos que justificariam uma cassação. Caso ocorra o entendimento
a favor do Impeachment, a comissão vai encaminhar o parecer ao plenário 
da Assembleia, que decidirá sobre o afastamento de Rosalba por até 180 dias.
Durante este período, será formado um tribunal especial, composto por cinco
deputados e cinco desembargadores, que decidirão sobre a cassação ou não
da governadora do Estado.

Fonte: Tribuna do Norte / Via Blog Messias Online

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