Fátima Bezerra lamentou a falta de apoio da Executiva Nacional em 2004, mas não comentou o acordão que a ajudou a ser candidata em 2008 (foto: Alberto Leandro)
Chapa majoritária ou a busca de aliados? Engana-se quem pensa que essa é a questão responsável pela divisão atual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte que, depois de mais de duas semanas, ainda não encerrou o processo de eleição direta para o Diretório Estadual. Segundo a deputada federal petista Fátima Bezerra, o principal motivo para a oposição continuar pleiteando assumir a gestão da sigla no Estado é o fato do PT não ter “crescido conforme o esperado” nos últimos anos.
“O grupo que aí está à frente do PT tem a hegemonia ao longo desses 12 anos e, infelizmente, o resultado do PT no Rio Grande do Norte do ponto de vista de crescimento não é aquilo que a gente deseja”, criticou Fátima, que apoia o candidato de “oposição” Olavo Ataíde para a presidente do PT no Estado, contra a candidatura do atual presidente, Eraldo Paiva – nome apoiado por Fernando Mineiro, deputado estadual que também é considerado uma das lideranças da sigla no território potiguar.
Para fundamentar o que diz, a petista voltou a 2002, quando o partido elegeu dois deputados estaduais e, pela primeira vez, um parlamentar federal – a própria Fátima. “O problema é que, de lá para cá, o PT, infelizmente, parou. E não pode continuar resumido a ter uma cadeira na Assembleia e uma cadeira na Câmara Federal”, criticou.
“O PT no Rio Grande do Norte não tem ocupado o lugar que eu acho que pode ocupar no ponto de vista do protagonismo político”, acrescentou Fátima Bezerra, ressaltando que a sigla precisa “repensar o lugar dela no movimento sindical e a relação do PT com a sociedade e os demais partidos”.
A constatação de Fátima Bezerra, uma petista histórica no RN, acende o alerta da militância sobre essa realidade. Afinal, o PT era a referência, sobretudo, no movimento sindical brasileiro. O ex-presidente Lula, inclusive, foi eleito baseado justamente na popularidade conseguida nesse setor do eleitorado. “O PT tem passado por dificuldade”, respondeu Fátima quando questionada se a sigla está perdendo espaço, por exemplo, para os partidos de esquerda atuais, como o PSOL e o PSTU.
Sem apoio
Fátima Bezerra, no entanto, também responsabilizou a Executiva Nacional pela falta de apoio ao Diretório local do partido. Citou a falta de apoio à Fernando Mineiro, na disputa pela Prefeitura de Natal no ano passado, e afirmou que passou pelo mesmo problema oito anos antes.
“Evidente que faltou um empenho maior da direção nacional e eu me solidarizo com isso porque eu passei pela mesma situação em 2004, mas eu não fui dizer para vocês da imprensa. Em 2004, eu fui candidata à prefeita de Natal e a direção do PT me abandonou. Totalmente”, relembrou.
União
Apesar de todas as críticas, Fátima Bezerra negou que essa situação de divisão interna do partido vá prosperar por muito tempo. Segundo ela, a chapa de Olavo Ataíde recorreu do resultado que deu a vitória para Eraldo Paiva, contudo, essa questão se encerrará assim que a Executiva Nacional analisar o caso. “Quando a nacional julgar, acabou a história e o PT vai estar unido. Vão quebrar a cara aqueles que apostam no PT dividido”, garantiu ela. É esperar para ver.
Fonte: Portal No Ar / Via Blog Comunicador Efectivo
Nenhum comentário:
Postar um comentário
ATENÇÃO !!!
Prezado Amigo Web-Leitor, não publicarei comentários anônimos e, também, não aceito nenhum tipo de ofensas morais que possam vir a denigrir a imagem de alguém e não me responsabilizo por comentários que alguém possa vir fazer.
Pois, antes de fazer o seu comentário, se identifique e se responsabilize.
Desde já fico grato !!!
Cordiais saudações,
CLAUDISMAR DANTAS -
(Editor - Blog PATU EM FOCO).