segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fiat dá adeus ao Mille com série limitada, veja


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O pacote de despedida do Mille é muito mais recheado que o habitual do modelo, mantido em linha para ser o piso da tabela de preços da marca italiana. Destacam-se: tecido exclusivo com bordado Grazie Mille; rádio Connect com CD/MP3, viva voz Bluetooth e entrada USB; subwoofer; novo grafia do quadro de instrumentos; pedaleiras esportivas; dois apoios de cabeça no banco traseiro; cobertura completa do porta malas; forro do teto na cor preta (inclui revestimentos das colunas internas); faróis de máscara negra; rodas de liga leve (aro 13, hoje uma raridade) com pintura exclusiva; ponteira de escapamento esportiva; adesivos Grazie Mille, frisos laterais e pintura da caixa de roda.
As cerejas do bolo (ou os pregos no caixão) ficam por conta de itens habitualmente considerados supérfluos num Mille: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, desembaçador/ limpador do vidro traseiro e retrovisor externo com comando interno (por haste, não elétrico).
O Mille poderia ter sido enterrado já em 2010, quando a Fiat lançou o Novo Uno, com nova plataforma e ambições maiores que a de ser um popular “peladaço”. No entanto, segurou o modelo em linha, e só vai matá-lo agora, a contragosto, porque instalar airbags frontais e ABS nos freios seria caro demais em termos de adaptação do projeto — provavelmente puxando o preço para cima dos R$ 30 mil, mas sem mimos como ar e direção.
O substituto do Mille deve ser uma versão do Palio Fire (já há quem a chame de Palio Fire Mille). Boa maneira de a Fiat manter ao menos um “velhinho” em linha, já que a plataforma do modelo é a mesma da geração de 1996.
UM PIONEIRO
Com desenho simples e versátil assinado pelo estúdio ItalDesign de Giorgetto Giugiaro, o Uno surgiu na Europa em 1983 e, um ano depois, enterrou no Brasil o 147, principal modelo da Fiat desde sua instalação em Betim (MG).

Ao longo dos anos, o carrinho apresentou infinitas novidades. Teve motores 1.3, 1.5 e 1.6, até estrear em 1990 o pioneiro e icônico 1.0; foi quando ganhou o sobrenome Mille — que virou nome próprio ao surgir o Novo Uno. O carrinho também foi o pioneiro dos turbos originais de fábrica (acoplado a propulsor 1,4 litro).
Carros derivados do antigo Uno, como o sedã Prêmio e a perua Elba, chegaram e partiram, assim como modelos com propostas bem mais ambiciosas — Tipo, Tempra, Marea/Brava e Stilo surgiram depois do Uno e acabaram antes do Mille. No entanto, o mesmo projeto robusto e simples, que pouco mudou em três décadas, foi sua condenação.
Que, na verdade, já acontecera em termos do consumidor comum: são raros os Mille relativamente novos dirigidos por particulares; frotistas são os clientes restantes para o compacto.
Uol / Via Blog É Sertão

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