O réu, Pedro Alves Gomes, conhecido como “Pedrão”, de 35 anos natural de Caraúbas, RN, sentou no banco dos acusados para responder pela morte da guarda municipal Paloma Ferreira Gomes, de 25 anos. O crime ocorreu em 14 de julho de 2024, dentro da residência do casal.
De acordo com a acusação apresentada em plenário, a vítima foi atingida por múltiplos golpes de arma branca, sendo oito nas costas e um no peito. O ferimento no tórax permaneceu encravado, segundo os autos do processo. A vítima morreu um dia antes de completar 25 anos.
A abertura da sessão foi marcada por manifestações populares nas proximidades do fórum, em meio à chegada do réu ao local. Em plenário, foram apresentados depoimentos, laudos periciais e demais elementos reunidos durante a investigação. A acusação sustentou a tese de feminicídio, enquanto a defesa buscou questionar a dinâmica dos fatos e a dosimetria da responsabilidade penal.
O julgamento foi conduzido ao longo do dia, com interrogatórios, debates entre acusação e defesa e orientações do magistrado ao Conselho de Sentença. Após a deliberação dos jurados, foi definida a condenação do réu.
Ao final, Pedro Alves Gomes foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado inicial a ser definido conforme os critérios da sentença. A decisão encerra a fase do júri popular, cabendo ainda eventuais recursos dentro do prazo legal.
Via Focoelho

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