O número de casos novos de contágio por HIV caiu 33% em todo o mundo desde 2001, aponta o relatório de 2013 do Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), divulgado em Genebra nesta segunda-feira (23).
A redução de contágios foi ainda mais acentuada entre crianças, com uma baixa de 52%.
Em números absolutos, foram registrados 2,3 milhões de transmissões em 2012, contra 3,4 milhões em 2001, segundo o documento da Unaids.
A tendência geral também é percebida na América Latina, com 86 mil novos casos registrados em 2012, contra 97 mil em 2001.
"O número anual de contágios por HIV continua caindo, com reduções mais importantes no caso das crianças", destacou o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibe, à agência de notícias France Presse.
No ano passado, foram contabilizados 260 mil novos contágios em crianças em todo o planeta, contra cerca de 541 mil em 2001.
O relatório também ressalta os esforços para fornecer tratamento antirretroviral às mulheres grávidas soropositivas na tentativa de evitar a transmissão de HIV aos bebês. Graças a essas políticas, o mundo evitou a infecção de 670 mil crianças, calcula o documento.
No Brasil
O relatório da Unaids mostra ainda que, no Brasil, o total da população entre 15 e 49 anos contaminada com HIV não mudou entre 2001 e 2012, mantendo-se entre 0,4% e 0,5%. Em números absolutos, porém, houve um aumento de uma estimativa de 430 mil a 520 mil pessoas infectadas em 2001 para um intervalo de 530 mil a 660 mil no ano passado.
O relatório da Unaids mostra ainda que, no Brasil, o total da população entre 15 e 49 anos contaminada com HIV não mudou entre 2001 e 2012, mantendo-se entre 0,4% e 0,5%. Em números absolutos, porém, houve um aumento de uma estimativa de 430 mil a 520 mil pessoas infectadas em 2001 para um intervalo de 530 mil a 660 mil no ano passado.
Já as mortes pelo vírus da Aids caíram no Brasil nesse período. Em 2001, entre 18 mil e 27 mil pessoas morreram pela doença, contra um intervalo de 11 mil a 19 mil em 2012 – uma queda de 30% até 39%, considerando-se as duas margens.
Entre os profissionais do sexo do país, 5,2% viviam com HIV em 2009, contra 4,9% em 2012. E a porcentagem de homens que relataram ter usado camisinha na última relação sexual anal que tiveram com outro homem subiu de 48% em 2009 para 60% em 2012. Além disso, 12,6% dos homens homossexuais brasileiros viviam com HIV em 2009, contra 10,5% em 2012.
O número de infectados pelo vírus da Aids entre pessoas que usam drogas injetáveis no país não se alterou: ficou em 5,9% em 2009 e 2012.
A Unaids também estima que entre 320 mil e 370 mil brasileiros adultos recebam ou precisem do tratamento antirretroviral.
Fonte: G1 / Via Blog do Campelo
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