
A aprovação dos brasileiros ao governo de Dilma Rousseff piorou, de acordo com a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope divulgada nesta quarta-feira (19) em Brasília. Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados aprovam o governo da presidente, oito pontos percentuais a menos que na última pesquisa da série, divulgada em março, quando o governo era aprovado por 63% dos brasileiros.
Já a aprovação pessoal da presidente também caiu oito pontos e chegou a 71% — estava em 79% na última sondagem. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 25% dos entrevistados desaprovam o modo de governar de Dilma, e 4% não sabem ou não responderam.
A queda maior da avaliação do governo foi na região Sudeste e entre entrevistados com renda mais elevada, diz o CNI/Ibope. De acordo com a pesquisa, 32% dos entrevistados consideram o governo regular; 13% avaliam como ruim ou péssimo e 1% não sabem ou não responderam.
A pesquisa de hoje confirma tendência de queda verificada pelo Instituto Datafolha. Na pesquisa divulgada pelo instituto no começo de junho, o governo era aprovado por 57% dos entrevistados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 deste mês com 2.002 pessoas em 143 municípios.
Fonte: CNI/Ibope
A Polícia Rodoviária Federal soltou nota ontem referente ao protesto que irá acontecer amanhã aqui em Natal, segue:
Como é do conhecimento geral, mediante a comunicação via redes sociais e declarações feitas a veículos de imprensa por líderes de movimentos estudantil, planeja-se para quinta-feira (20/6) uma grande manifestação que deverá ocorrer, como tem-se repetido, na BR 101 entre o Natal Shopping e o Via Direta. A PRF esteve presente nas manifestações anteriores negociando com os manifestantes a menor interferência possível na rotina de trânsito dos cidadãos, tendo obtido êxito em duas ocasiões. O acirramento dos protestos observado nos últimos dias em várias capitais do país, entretanto, sugere que o próximo evento terá maiores proporções. Diante desses fatos, a PRF, preocupada com a segurança dos usuários da rodovia em questão, inclusive dos próprios manifestantes, sugere que planejem seus deslocamentos para o dia do protesto, evitando a BR 101 nas imediações de Mirassol, sobretudo a partir das 16h00, horário em que os manifestantes costumam se agrupar. A avenida Prudente de Morais, a Via Costeira e o anel viário do Campus (acessado pela Av. Rui Barbosa), por exemplo, podem servir de rotas alternativas de ligação entre o centro da cidade e a zona Sul de Natal.
A PRF espera que a manifestação seja uma expressão plena do exercício da cidadania e da democracia, e que transcorra de forma ordeira sem atos de violência e vandalismo, em respeito à legislação vigente.
DEPARTAMENTO DE POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
15ª SUPERINTENDÊNCIA/RN
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
via blogdobg

O lateral esquerdo aposentado Roberto Carlos foi uma das milhares de pessoas que precisaram caminhar quase cinco quilômetros para conseguir chegar ao Castelão na tarde desta quarta-feira, data da partida entre Brasil e México, pela Copa das Confederações. Já dentro do estádio, ele recuperou o fôlego e relatou o que viu no trajeto onde houve confronto entre policiais e manifestantes.
“Era uma confusão danada lá fora. Tentei passar com o carro, mas estava sem credencial e não consegui. Tive que andar no meio da bagunça toda. Nessas horas, é melhor ser anônimo”, disse Roberto Carlos, sorrindo.
Precavido, o atual técnico do time turco Sivasspor e comentarista de uma emissora mexicana de televisão durante a Copa das Confederações recorreu a um boné para se disfarçar em meio à multidão. “Deixei esse chapéu bem enfiado na cabeça e apertei o passo, escondido. Era melhor não ser reconhecido. Alguns até me perguntavam se eu era o Roberto Carlos. Respondia que não, que todo o mundo me achava parecido, mesmo”, narrou.
Apesar de não gostar de ir às ruas, Roberto Carlos apoiou as manifestações que cobram melhores condições de vida à população. “Tudo é válido, desde que sem violência. No carro, eu até estava falando para amigos que as pessoas não querem um estádio lindo desses, com um monte de dinheiro público, e sim resolver os seus problemas sociais”, observou. “Mas o povo perde a razão quando faz uso da violência”, ponderou.
Os manifestantes do entorno do Castelão entraram em conflito com os policiais por volta de 12 horas (de Brasília), quando decidiram transpor a barreira que lhes era imposta. Os gritos de “sem violência” não impediram o Batalhão de Choque de agir para conter o avanço do protesto.
Gazeta Esportiva
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