sábado, 22 de setembro de 2012

ITEM e outros institutos vêm sendo questionados em suas pesquisas eleitorais

Há vários meses, o ITEM realizou uma pesquisa no Município de Serra do Mel, que fica localizado a cerca de trinta quilômetros de Mossoró. Lá, o ITEM teria utilizado indevidamente o nome do estatístico Paulo Ricardo Cosme Bezerra, que tem registro no Conselho Regional de Estatística (Conre) sob o número 8083.
Na época, Paulo Ricardo postou na sua conta do Twitter que seu nome teria sido usado indevidamente.
Mais recentemente, o ITEM foi bastante questionado, inclusive judicialmente, em Jardim do Seridó-RN. A pesquisa registrada na Justiça Eleitoral não teria sido executada dentro dos critérios técnicos. O cantor Amazan, candidato a prefeito pela oposição, discordou do ITEM.
Dias depois, em Jardim de Piranhas, foi a vez do padre Jocimar, também candidato a prefeito discordar de resultado do Instituto Agora Sei, que apontou vantagem para o sanfoneiro-candidato Amazan.
Suspeita sobre resultados de pesquisas eleitorais no Brasil não é tema novo. Até o poderoso Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística - IBOPE já sofreu diversos questionamentos em torno de resultados de pesquisas realizadas em tempos de eleição.
Na verdade, a mais pura verdade sobre números somente se revela nas urnas, após o seu fechamento. As chamadas pesquisas de boca de urna até que se apresentam do resultado ideal de cada votação. Também pudera! Nelas, o entrevistador aborda os eleitores quando estes já estão absolutamente definidos, prontos para ingressarem no local de votação.

Instituto de pesquisa do RN usa nome de estatístico em pesquisa sem autorização
Após o estatístico Paulo de Tarso denunciar no Twitter, o blog foi atrás e descobriu que o instituto de pesquisas denominado de ITEM, com sede na cidade de Lagoa Nova-RN, registrou um pesquisa eleitoral, para divulgação, realizada no município de Serra do Mel, utilizando indevidamente o nome do estatístico Paulo Ricardo Cosme Bezerra, de registro no Conselho Regional de Estatística (Conre) 8083.
A presença de um estatístico é fundamental para garantir o registro da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Regional Eleitoral (TRE). Paulo Ricardo não apenas não participou da pesquisa como também teve seu registro usado sem autorização.
O estatístico, que é funcionário do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), procurou a Associação dos Institutos de Pesquisas do Rio Grande do Norte (Assinp) para abrir uma reclamação contra a empresa. Ele também irá abrir uma denúncia sobre o instituto junto ao TRE e à Polícia Civil pelo uso indevido de sua identidade.
“Estive ontem no TRE de Natal e me foi informado a procurar a 34ª Zona Eleitoral em Mossoró, local onde a pesquisa foi registrada. Chegando lá procurar a promotora Dra. Ana Araújo Ximenes Teixeira Mendes. Estou saindo amanhã cedo para Mossoró”, avisou a vítima.
Fonte: Blog do BG (Bruno Giovani) - www.blogdobg.com.br. / Via Blog A Folha Patuense

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