sábado, 8 de setembro de 2012


Brasil 1 x 0 África do Sul - Hulk alivia 

vexame no Morumbi

Atacante deixou o banco para ser o melhor jogador em campo

São Paulo, SP, 07 (AFI) - Em pleno feriado da Independência, os torcedores brasileiros ocuparam o Estádio Morumbi dispostos a assistir um 'passeio' da Seleção Brasileira contra a África do Sul, na tarde desta sexta-feira. Mas não foi isso que aconteceu. Com muitas dificuldades de furar o bloqueio africano, a seleção de Mano Menezes foi vaiada ainda no primeiro tempo e conquistou uma vitória apertada por 1 a 0, com Hulk, que deixou o banco de reservas para aliviar a pressão sob o técnico.
 Confira! 

 
Ou pelo menos parte dela. Afinal, a Seleção Brasileira venceu sob vaias praticamente durante todo o amistoso, onde nem a jóia santista foi poupada nos gritos de 'pipoqueiro' da torcida presente no Morumbi. Depois do clamor da imprensa e da torcida, o técnico escalou Lucas no lugar de Hulk. O meia do São Paulo não correspondeu aos apelos e passou a partida disparando suas arrancadas sem finalidade e precisão. Sendo assim, foi substituído pela sua sombra: Hulk.
Crédito fotos: Rodrigo Villalba/MemoryPress
Disposto aos testes, Mano Menezes fez cinco substituições e conseguiu o ajuste só quando colocou Hulk no lugar do apagado Leandro Damião. Encostando em Oscar, oatacante do Zenit-RUS puxou o ataque pelos lados e foi o melhor jogador da Seleção na partida. Apesar do resultado, a Seleção Brasileira deixou o gramado sob vaias, incluindo o grito de 'adeus mano' por parte dos torcedores.
Depois do vexame, a Seleção desembarca às pressas, em Maceió, na madrugada deste sábado, visando a preparação para o amistoso contra a China, na próxima segunda-feira, onde Mano ganhará mais uma chance de convencer os torcedores brasileiros de que tem condições de ser o técnico da Copa do Mundo de 2014.
Complicação logo no inicio
Marcado para as 15h45, o jogo desta sexta só começou depois das 16 horas. Os sul-africanos estavam com uniforme verde com detalhes amarelos, o que impediu que a seleção brasileira vestisse sua tradicional camisa amarela, substituindo-a pela azul. Depois, foi a faixa de capitão de David Luiz que deu problema, justamente por ser da mesma cor que o segundo uniforme brasileiro. Por fim, a camisa de Marcelo, rasgada na lateral, precisou ser trocada.

A torcida mostrou a pressão que faria sobre a equipe brasileira logo no início. Antes mesmo dos primeiros dez minutos, os gritos no Morumbi pediam a presença de Luis Fabiano, não convocado por Mano Menezes para estes amistosos. A insatisfação aumentou com a primeira chance sul-africana, com Gaxa, que tabelou pela direita, entrou na área sozinho e só não marcou porque Diego Alves saiu bem e fechou o ângulo.
O Brasil só chegou aos 16 minutos, em uma jogada de bola parada. Oscar cobrou falta da intermediária, pela direita, na cabeça de Dedé, que cabeceou forte, mas no meio do gol, o que facilitou o trabalho de Khune. Faltava criatividade aos comandados de Mano Menezes, que encontravam dificuldade para furar o bloqueio sul-africano.
Logo esta dificuldade gerou vaias da torcida, o que parecia deixar os jogadores ainda mais nervosos. Nas poucas chances criadas, os brasileiros eram sempre atrapalhados pelo adversário, como aos 26 minutos, quando Neymar ia finalizar na pequena área, mas Gaxa impediu.
A forte marcação sul-africana fez com que o Brasil passasse a arriscar de fora da área. Foi desta forma que Rômulo quase marcou, aos 33 minutos. O fraco futebol da seleção só fez a pressão da torcida aumentar e se voltar contra o maior alvo dos últimos tempos: o técnico Mano Menezes, que no fim do primeiro tempo ouviu os gritos de "adeus, Mano". Tudo isso seria amenizado se Neymar não tivesse perdido gol feito aos 42 minutos, quando recebeu grande lançamento e chutou em cima de Khune.
As vaias da torcida geraram reações diferentes nos jogadores ao fim do primeiro tempo. "A gente não tem que se preocupar. Sabemos que vamos jogar aqui e eles (torcedores) vão cobrar, precisamos ter personalidade. Se eles não quiserem colaborar, todos nós vamos passar vergonha", disse Daniel Alves. "Também não gostamos do primeiro tempo, então o torcedor não vai gostar", apontou Leandro Damião.
O mais do mesmo
O segundo tempo começou ruim para a seleção. Aos 4 minutos, Parker arrancou pela direita, passou por David Luiz e cruzou. O primeiro gol da partida só não saiu porque Dedé cortou. A resposta veio aos 10 minutos, quando Leandro Damião recebeu bom passe de Oscar, mas bateu para fora.

Quando os gritos de "adeus, Mano" voltavam a ser entoados da arquibancada, o Brasil abriu o placar, aos 29 minutos. Depois de cobrança de escanteio, David Luiz foi lançado na esquerda. Ele bateu em cima de Khune e a bola sobrou para Hulk, que ganhou do zagueiro e encheu o pé para fazer 1 a 0.
Mais leves com a vantagem e com o apoio da arquibancada, que passou a gritar "Brasil" após o primeiro gol, os jogadores brasileiros se soltaram em campo. Com isso, as chances passaram a acontecer. Aos 32 minutos, Hulk cruzou na cabeça de Neymar, que exigiu grande defesa do goleiro adversário. Cinco minutos depois, Paulinho apareceu de surpresa e também levou perigo. No fim, mesmo com a vitória, a seleção deixou o campo sob vaias.

 
 
Agência Futebol Interior

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